Nosso Pároco: Antonio Francisco Lelo

Nasceu em 06 de julho de 1960, em Varginha, Minas Gerais. Foi ordenado sacerdote aos 27 anos, em 19 de dezembro de 1987 na Congregação Salesiana. É licenciado em Pedagogia, Filosofia e Teologia e doutor em Liturgia pelo Instituto Superior de Liturgia da Catalunha (Espanha). É editor assistente na área de Liturgia e Catequese em Paulinas Editora, desde 2005, quando também deixou a Congregação Salesiana. Desde 2007 passou a ser colaborador na pastoral e nas celebrações da paróquia. Em 2010, foi incardinado no Exarcado e em 2017, foi nomeado Protossincelo (vigário-geral) do Exarcado Apostólico Armênio da América Latina e administrador paroquial.

Em 09 de dezembro de 2018 foi nomeado pároco da Paróquia Armênia Católica São Gregório Iluminador por Dom Paulo León Hakimian.

At 10,1-24 Pedro na casa do centurião Cornélio
Jo 3,1-12 Jesus e Nicodemos


A primeira leitura nos mostra Pedro temeroso de aceitar os gentios à fé, porque estava preso ao que era considerado puro ou impuro. A visão que ele tem com a ordem divina de dirigir-se à casa do centurião Cornélio, tira-lhe toda dúvida.
O evangelho nos relata o encontro de Jesus com Nicodemos, que era fariseu e um dos principais do seu povo. Admirava Jesus, pois reconhecia os grandes sinais que realizava, no entanto, vacilava na fé, veio procurá-lo à noite, às escondidas.
Jesus lhe diz: “quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito. Não te admires que eu te diga que vos seja preciso nascer de novo”.
Estamos no tempo pascal, tempo de vida nova, de renascer para o Reino e de viver segundo o Espírito de Deus.
Hoje, o P. Antonio Francisco Lelo comemora cinquenta anos de vida em São Paulo. Na verdade, ele procura ler a sua vida à luz da Páscoa do Senhor, quer nascer e viver do Espírito.
Na história de nossa vida, podemos ver os sinais que marcam a providência divina guiando e direcionando nossos passos. É preciso ter fé e acolher o Senhor que vem ao nosso encontro. Pedro ouviu a voz do Senhor e seguiu numa direção bem diferente da que ele imaginava.
O P. Antonio ficou órfão de mãe em abril de 1972 e veio de Varginha MG morar em São Paulo com sua irmã Leida e seu esposo Ramón, há exatamente 50 anos atrás. E estudou parte do ensino fundamental e o ensino médio com os salesianos no Liceu Coração de Jesus por quase seis anos.
Aos 17 anos, entrou para o seminário salesiano, foi ordenado padre com 27 anos. De lá para cá, nesses 34 anos de ministério sacerdotal, foi pároco de Santa Luzia na Diocese de S. Miguel Paulista, trabalhou com os adolescentes excluídos de Campinas e continuou seus estudos em duas ocasiões na Espanha, obtendo o mestrado e o doutorado em liturgia.
Desde 2005 trabalha com as irmãs Paulinas como editor de catequese e de liturgia, função que exerce há 17 anos.
Em junho de 2007, foi incardinado no Exarcado Apostólico Armênio. Portanto, exerce seu ministério nesta comunidade há quase 16 anos.
No Evangelho de hoje, Jesus diz a Nicodemos: “O vento sopra onde quer. Ouves seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é com todo aquele que nasceu do Espírito”.
Certamente, ao longo desses 50 anos, a vida do P. Antonio tomou direções inesperadas, mas é o Espírito que nos conduz. Feliz aquele que se deixa conduzir pelos caminhos do Espírito, sempre em um diálogo de aliança, compromisso e parceria, tal como entre um pai e um filho.
Nossa Mãe Santíssima disse: “O Poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu Nome” (Lc 2,49). Deus se revela nos caminhos de nossa vida, muito mais ainda numa trajetória de cinquenta anos.
Todos somos convidados a fazer memória da ação salvadora divina na própria vida. A eucaristia é a memória que a Igreja celebra do sacrifício salvador de Jesus presente no pão e do vinho consagrados. À luz desse mistério, faz todo sentido, a comunidade armênia, ou seja cada um de nós, entender a própria vida unida à oferenda de Jesus no calvário ao Pai.
Seguramente, o P. Antonio agradece a todos que fizeram parte de sua história e o ajudaram a ser fiel no seu sacerdócio, especialmente a sua irmã Leida aqui presente que primeiramente o acolheu; a sua irmã Virgínia, também aqui presente, mais próxima do seu convívio. E, além de seus pais, também a duas mulheres que já partiram para a casa do Pai: a sua avó Nair e a Ir. Emma Tomasella.